quarta-feira, 7 de março de 2012

Por Que Nós?

 Música linda hein, pura poesia. . . Do cantor Marcelo Jeneci



Éramos célebres líricos
Éramos sãos
Lúcidos céticos
Cínicos não
Músicos práticos
Só de canção
Nada didáticos
Nem na intenção
Tímidos típicos
Sem solução
Davam-nos rótulos
Todos em vão
Éramos únicos
Na geração
Éramos nós dessa vez


Tínhamos dúvidas clássicas
Muita aflição
Críticas lógicas
Ácidas não
Pérolas ótimas
Cartas na mão
Eram recados
Pra toda a nação
Éramos súditos
Da rebelião
Símbolos plácidos
Cândidos não
Ídolos mínimos
Múltipla ação


Sempre tem gente pra chamar de nós
Sejam milhares, centenas ou dois
Ficam no tempo os torneios da voz
Não foi só ontem, é hoje e depois
São momentos lá dentro de nós
São outros ventos que vêm do pulmão
E ganham cores na altura da voz
E os que viverem verão


Fomos serenos num mundo veloz
Nunca entendemos então por que nós
Só mais ou menos


domingo, 5 de fevereiro de 2012

Bang Bang




Eu tinha cinco anos e ele seis
A gente cavalgava em cavalinhos de pau
Ele vestido de preto e eu de branco
É claro que ele sempre ganhava a luta

Bang bang. Ele atirou em mim
Bang bang. Eu caio no chão
Bang bang. Aquele som terrível
Bang bang. Meu querido atirou em mim

As estações vieram e mudaram o tempo
Fiquei adulta e o chamei de meu
Ele sempre ria e dizia:
"Lembra quando a gente brincava?"

"Bang bang. Eu te acertei"
"Bang bang. Você cai no chão"
"Bang bang. Aquele som terrível"
"Bang bang. Eu costumava atirar em você"
 
A música tocou e o povo cantou
Apenas para mim os sinos ecoaram

Agora ele se foi. Não sei por quê
Até este dia, às vezes eu choro
Ele nem mesmo disse adeus
Nem gastou tempo mentindo

Bang bang. Ele atirou em mim
Bang bang. Eu caio no chão
Bang bang. Aquele som terrível
Bang bang. Meu querido atirou em mim

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012


...
"O que sinto muitas vezes
Faz sentido e outras vezes
Não descubro um motivo
Que me explique porque é
Que não consigo ver sentido
No que sinto, que procuro
O que desejo e o que faz parte
Do meu mundo... [...]
Não digo nada
Espero o vendaval passar
Por enquanto eu não sei
O que você me falou
Me fez rir e pensar
Porque estou tão preocupado
Por estar
Tão preocupado assim..."
...

(Eu era um Lobisomem Juvenil)

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Desventuras Mentais

Normalmente, em determinadas situações, tento assumir a posição de uma realista esperançosa.
Nem otimismo, nem pessimismo,
mas confesso,
 que nas situações mais críticas o pessimismo predomina
de uma forma incontrolável.
E a posição Sentimental Racional então? essa nem parece mais possível.
Ou é o coração ou é o cérebro,
e qual escolher?
 ao mesmo tempo, um tende a Fracassar.

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Um pouco sobre Schopenhauer

Arthur Schopenhauer é um filósofo contemporâneo de origem alemã, seu pensamento é caracterizado como pessimista, servindo de influência para Nietzsche, Wagner, Wittgenstein, Freud, entre outros. Sua filosofia baseia-se principalmente pela idéia de vontade e representação, valorizando e introduzindo elementos da filosofia oriental.
Schopenhauer tem como a sua principal obra “O mundo como vontade e representação” partindo da distinção kantiana de fenômeno e coisa-em-si, ou seja, os que nos aparece e o que existe em si mesmo. Diante desta distinção, Schopenhauer diz que o fenômeno é a representação, dessa forma, o mundo não é mais que a própria representação do indivíduo, a consciência do que lhe aparece. Segundo ele, o mundo como representação, da maneira em que consideramos, contém duas partes essenciais. Uma é o objeto, que referem-se as formas, a pluralidade, espaço e tempo. A outra é o sujeito, que refere-se ao ser que percebe. Portanto, o sujeito e o objeto completam o mundo como representação, porém, se o sujeito desaparece não há mais a existência desse mundo. Por outro lado, Schopenhauer trata da coisa-em-si, afastando-se de Kant de que ela é inacessível ao conhecimento humano, abordando a própria coisa-em-si como a vontade. A vontade revela à todas as pessoas como em-si, é aquilo que identifica um homem, pois o que se faz e o que se quer, são uma e a mesma coisa, portanto, a vontade seria o princípio fundamental da natureza. Schopenhauer fala, que a vontade é cega e irracional, isso porque ela não se submete às leis da razão. Ela é infinita, porém a satisfação é limitada, por isso, o homem vive em eterna insatisfação. A vontade como a raiz metafísica do mundo e do ser humano, é também a fonte de todos os sofrimentos, ela é algo sem meta ou finalidade, um querer inconsciente e irracional.
Schopenhauer considera a consciência uma mera superfície de nossa mente, pois as formas racionais da consciência são aparências ilusórias, sendo que a essência das coisas não fazem parte da razão. Por isso, é o inconsciente que é fundamental na filosofia de Schopenhauer, eis a importância do filósofo na psicanálise de Sigmund Freud.
Schopenhauer em seu profundo pessimismo, afirma que viver é sofrer. A vontade como um mal presente e inseparável na existência humana gera dor, e a felicidade seria uma mera interrupção temporária de um processo de infelicidade, ou seja, o prazer é apenas uma ausência de dor, na qual não é durável.
Porém, apesar de todo esse pessimismo, o filósofo apresenta duas saídas para a suspensão do sofrimento, uma é a negação da vontade, e a outra é a arte. A contemplação da arte permite a contemplação da vontade em si mesma, e consequentemente, o domínio dela. A arte não é uma libertação total da vontade, mas sim, um distanciamento passageiro dela. Para a libertação total é necessário que o homem atinja um alto nível de conduta ética.
A ética schopenhaureana não se apóia em mandamentos, afastando-se da ética kantiana de dever, e de seu imperativo categórico. Para Schopenhauer a ética de Kant é egoísta porque pensa uma reciprocidade, o que para a ética schopenhaureana, uma ação de valor moral não pode repousar em motivos egoístas, e sim, sem nenhum interesse próprio. Ele divide as motivações naturais do ser humano em três, que seria o egoísmo, a maldade e a compaixão. O egoísmo é querer o bem próprio, a maldade é querer o mal alheio, e a compaixão é querer o bem alheio, sendo esta última a única motivação humana que contém valor moral. A máxima da ética schopenhaureana é “Não prejudiques a ninguém, mas ajuda a todos quanto puderes”.
Outra questão interessante que a filosofia de Schopenhauer trata é a metafísica do amor e da morte. Para ele, o amor é a manisfestação de um desejo inconsciente de perpetuar a espécie, isso porque conscientemente ninguém suportaria carregar o fardo da vontade de vida sozinho, é um desejo instintivo de perpetuar a espécie. Esse desejo não é exclusivo do ser humano, ele está presente em qualquer ser vivo. A vontade de vida funciona da maneira em que ela aproxima duas pessoas, sendo que uma vai encontrar na outra as características que não possui. As pessoas tendem a preferir as criaturas mais belas, segundo Schopenhauer, nelas está impresso o tipo mais puro da espécie, assim, a busca pela beleza não se refere ao gosto pessoal, mas ao fim verdadeiro, o novo ser, para a conservação da espécie de maneira mais pura possível, ou seja, filhos perfeitos.
A metafísica da morte de Schopenhauer está basicamente na oposição entre a imortalidade da espécie e a mortalidade do indivíduo. Segundo ele, a morte põe um fim a vida do indivíduo, mas não um fim a sua existência, é a indestrutibilidade do ser, o homem morre, mas a sua espécie permanece, assim como em todos os outros animais. É, portanto, a vontade de vida, que faz o ser humano temer a morte, fazendo com que procure meios para aliviar angústias, remédios em consolações metafísicas, que são muitas vezes buscadas em religiões que pregam, principalmente, a imortalidade da alma. Sobre a morte, Schopenhauer também fala que a morte não pode ser diferente do momento anterior ao nascimento, porque em ambos, não há consciência.
Arthur Schopenhauer sempre buscou através de sua filosofia um reconhecimento. O merecido reconhecimento que foi proporcionado em seus últimos anos de vida. Suas idéias, além de servir de base e para grandes nomes na filosofia, também inspiraram e inspiram até hoje a literatura e a música. Pode-se citar aqui dois exemplos presentes na literatura e na música que são bastante conhecidos; na literatura, um exemplo foi Machado de Assis na obra “Memórias Póstumas de Brás Cubas” em que o autor utiliza a filosofia de Schopenhauer de forma profunda no personagem principal, que refere-se à vontade irracional e a insatisfação frustrante decorrente disso. E na música está Raul Seixas, no qual, é apresentado alguns pontos da filosofia Schopenhaureana, como por exemplo, na música “Carpinteiro do Universo” que retrata a compaixão, “Trem 103” em que o trem retrata o veículo de morte e renascimento, “Gita” da filosofia oriental, entre outras canções. Schopenhauer é um grande filósofo e grande pensador genial, o qual serviu de inspiração para muitos outros grandes gênios.

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Loucura


A Loucura, pode-se dizer, é a consequência de uma má relação consigo mesmo, ou, um não suportar-se, olhar para si e não gostar do que vê, é ouvir o mundo gritando seus defeitos, e observar a sociedade rindo de sua vida, rindo de sua pessoa, até fazer você acreditar que em si mesmo só existem defeitos, e as qualidades? estas já foram apagadas...


E não seria essa sociedade insana uma grande fábrica de loucos?
Uma sociedade que nos transforma em dementes, incapazes de olharmos além, de pensarmos com nossas próprias cabeças?
E não seria essa sociedade que nos faz acreditar que somos muito menores do que realmente somos?
Angústia, dor, falta de esperança, caos.
Vencidos pelo cansaço,
o cansaço que nos tornou definitivamente estúpidos, consequentemente loucos e clinicamente malucos.

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

iiiiih Carnaval ¬¬

E todo ano a mesma coisa... esses tais preparativos de carnaval que estão em todos os lugares ligados a informação, me causam náuseas. Aih com isso vem todas as encheções de saco na televisão, as campanhas contra Aids com distribuições de preservativos (como se fosse apenas no carnaval que as coisas acontecem desvairadamente) e todas aquelas baboseiras que a gente escuta todo ano. Já que o significado de carnaval está ligado à liberdade, é praticamente um decreto nacional de "façam tudo o que quiserem, aproveitem, usem seus corpos para mostrar qual é a tradição do nosso país". É isso aíh, vamos ignorar os problemas, comprar alguns pacotes de felicidade e cair na folia, afinal o povo também precisa de circo e não só de pão.
   Diante disso lembrei de um trecho da música "A Novidade"  regravada pelo Biquini Cavadão...


"Ó, mundo tão desigual
Tudo é tão desigual
Ó, de um lado este carnaval

Do outro a fome total
                                 ÔÔÔÔ..."